domingo, 22 de março de 2015

Lançamento: Walter Benjamin e suas “peças radiofônicas” para crianças




Walter Benjamin foi um importante filósofo, ensaísta, crítico literário, tradutor e sociólogo alemão, que nasceu em 1892 e faleceu no ano de 1940. Mesmo que tenha sido produzida há tanto tempo, sua obra, devido a sua expressividade, ainda continua inspirando muitas pessoas nos dias de hoje.

E a novidade da vez é que a Nau Editora acaba de lançar o livro “A HORA DAS CRIANÇAS - narrativas radiofônicas”, dele mesmo, Walter Benjamin, com tradução de Aldo Medeiros.

O livro reúne 29 textos que serviram de base para programas radiofônicos produzidos por Benjamin e direcionados ao público infantil. Neles, o autor apresenta os grandes temas que atravessam sua obra e que pensa serem fundamentais à vida social, sendo eles: arte, técnica, política, cultura, história, memória e experiência; porém, dessa vez, o diálogo é estabelecido com as crianças.

Nesse esforço, conforme nos apresenta a editora, “Benjamin reafirma sua tese de que, se por um lado, as crianças reivindicam o reconhecimento de suas especificidades, por outro, elas não constituem uma comunidade apartada da dinâmica social e de suas contradições. As crianças criam para si um mundo próprio, inserido num mundo maior, e o desafio para a construção de uma história em que as diferentes gerações possam se reconhecer em suas narrativas está justamente na busca de sentidos compartilhados à
experiência da vida”.

Se você, assim como nós, se interessou por esse lançamento, seguem abaixo algumas formas de contato com a editora:

NAU Editora
(21) 3546-2838
contato@naueditora.com.br / vendas@naueditora.com.br
http://www.naueditora.com.br

terça-feira, 17 de março de 2015

Crianças e o Serelepe no Museu!


[Foto: arquivo do grupo]


No dia 22 de março, domingo, a partir das 11h, o Serelepe apresentará o espetáculo cênico-musical “Locotoco”, integrando a programação do projeto “Eu, criança, no museu”.

A apresentação acontecerá no auditório do Memorial Minas Gerais Vale, localizado no Circuito Cultural Praça da Liberdade. O museu que se destaca por trazer, para além de noções de passado, noções de futuro e de identidades do mundo contemporâneo, é sediado em uma edificação histórica datada de 1897. Uma curiosidade é que a pedra fundamental da cidade de Belo Horizonte foi lançada justamente no local onde hoje é o museu.

Quem acompanha o Serelepe já sabe tudo sobre o “Locotoco”, mas se você é nova ou novo por aqui, não nos custa repetir as informações:

Locotoco é um espetáculo cênico-musical inspirado em canções e brincadeiras tradicionais, recolhidas em diferentes regiões do Brasil e da América Latina. Tocando instrumentos musicais variados como tambores, patangome, violão e cuatro, os integrantes do Serelepe [EBA/UFMG] – Cris Lima, Reginaldo Santos, Gabriel Murilo e Eugenio Tadeu –, se misturam ao público, convidando a todos os presentes (crianças, jovens e adultos) a soltar a imaginação e a entrar na brincadeira.

Esperamos vocês no Museu!

Ah! Já ia me esquecendo: Antes e depois da apresentação, será vendido o CD “Locotoco”. Se você ainda não adquiriu o seu, pode ser uma ótima oportunidade!

E, agora sim: nos vemos no Museu!

Ah! A entrada é franca.

Serviço:
MEMORIAL MINAS GERAIS VALE
Praça da Liberdade, s/n˚, Esquina com Rua Gonçalves Dias
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil - 30140-010 - (31) 3308-4000
www.memorialvale.com.br/

quarta-feira, 11 de março de 2015

Oficina “De Roda em Roda – Brincando e Cantando o Brasil”


Olá, amigas e amigos que acompanham o Serelepe!

No dia 28 de março de 2014, sábado, das 9h às 13h, acontecerá em Perdizes-SP a oficina “De Roda em Roda – Brincando e Cantando o Brasil”, na Teca Oficina de Música.

A oficina é baseada nas brincadeiras que se encontram no livro homônimo de Teca Alencar de Brito, professora do curso de Licenciatura em Música da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e gestora do centro de estudos em educação, arte e cultura Teca Oficina de Música, que desenvolve atividades musicais para crianças, adolescentes e adultos.

Para além das brincadeiras, serão desenvolvidas outras atividades de trabalho musical, como escuta, reflexão sobre a produção musical da criança, elaboração de arranjos, criação e movimento.

A oficina é destinada a todos os interessados em trabalhar a música e cultura infantil, sejam eles professores ou iniciantes no assunto.

As vagas estão sendo reservadas através de inscrição feita pelo email maucha@tecaoficinademusica.com.br, mediante depósito em conta no Banco Itaú e envio de ficha com os dados do requerente.

Serviço:
TECA OFICINA DE MÚSICA
Rua Ministro Gastão Mesquita, 141, Perdizes- SP.
(11) 3083-2294 / (11) 3064-2853 / (11) 3064-2944

http://www.tecaoficinademusica.com.br/
 
Teca Alencar de Brito. [Foto: Revista Crescer]

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Um relato afetivo enviado ao Serelepe

Na semana passada, nós do Serelepe recebemos esse lindo relato da Roberta Veiga, falando um pouco da relação da família dela com o disco Locotoco, que lançamos no finalzinho de 2014. A Roberta foi ao show de lançamento do disco com sua filha mais nova, a Cora, que desde então virou fã do nosso grupo! Muito legal! Obrigada, Roberta, por postar estas palavras em nosso facebook!

Um relato pro Serelepe (em especial pra Cris Lima)

Por Roberta Veiga.
 
"Viajamos eu e minha família (Marco, Cora e João Luiz) ao todo 24hs de carro pra Bahia, 12 pra ir e mais 12 pra voltar em 4 dias e em Caraíva ficamos 15 dias. No carro o cd que mais ouvimos, solicitado o tempo todo pela minha filhinha Cora, foi o do Serelepe. Claro, já conhecíamos bem, já tínhamos assistido o show (pelo menos eu e Cora), mas na viagem tivemos tempo de saborear várias vezes o disco inteiro. A ordem das músicas, as letras, os arranjos, as vozes, os desenhos e os escritos do encarte do cd tão delicados e deliciosos. 

Essa banda é um presente não só pra crianças mas para os adultos. Um imaginário coletivo tão fluente e poderoso está encarnado em cada frase, em cada expressão e nas melodias. Brincadeiras de criança, tradições das velhas cantigas, histórias de bichos, expressões e um humor sutil, quase minimalista, porém doce. Sem falar no balanço gracioso, talvez até garboso e todo comedido (o que me agrada por demais), e uma cadência que vai da calmaria dos rios, passa pela marchinha ritmada, até o fraseado rápido e engraçado sem excesso algum.

Nada mais sedutor para o universo de Caraíva (cidadezinha de praia da Bahia onde não há carros, mas rio, mar, muita areia e muito verde, frutas e bichos). As canções eram como uma preparação para chegada e dps, na volta, uma extensão da ida. Não havia maracujá no caminho da roça, mas havia muito caju e manga, no mesmo caminho, o da roça, que fazíamos todos os dias para ir pro rio Caraíva de manhã. Na rede balançando, em nossa casinha verde, houvíamos os som dos pássaros e lembrávamos do balanço da Ema corredeira, e no caminho pra praia encontramos lá o galo garnizé, quando Cora dizia “cuidado que esse galo te belisca, esse galo pisa o pé”, e vários camaleões que corriam sem que pudéssemos alcançar o rabo do nego. E quando choveu ela pediu o chapéu pois “a chuva cai do céu molhando meu chapéu” e traz o cheirinho de mato, ali encarnado no nosso dia a dia. E como não podia deixar de ser, a balada de Caraíva é forró, e o nosso era o do Serelepe, não só na vozinha doce de Cora, mas de toda família que nessa altura sabe cantar de trás pra frente todas as músicas. É difícil dizer quantas vezes andando por lá, ou na viagem de carro, tivemos que botar uma mão na cabeça, outra na cintura, e mexer as cochitas. E o Emiliano que ninguém achou? Mas o João Luiz tratou de pegar uma ziguizira nas águas de lá pra tener um bambaçu qualquer. Lá todo mundo era vagaroso, então “o que tá fazendo aí” virou qualquer coisa bem vagarosa... que tá fazendo aí... tô cavando um buraco na areia mas ele muito fundo e eu sou vagoroso...

Obrigada Serelepe, vocês tem uma família de fãs que admira esse belo trabalho porque o experimentou no tempo, aquele do sol que entrou, da lua cheia que alumeia, do Rio Caraíva que enche e esvazeia, onde os canoeiros passam com seus remos, remos pelos quais nos apaixonamos e fomos acompanhando.

Beijos de Cora, João Luiz, Roberta e Marco.
PS: Cora manda um beijo e diz que ama vocês."

Veja só como a Cora sabe toda a letra da canção "O que está fazendo aí?"




Se você tem algum comentário sobre o disco Locotoco, escreva pra gente! serelepe@eba.ufmg.br

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Para pensar sobre meninos e meninas no Brasil


O QUE É SER MENINA NO BRASIL? – DESIGUALDADE DE GÊNERO DESDE A INFÂNCIA
[Postagem compartilhada no facebook, pela comunidade "O Roubo da Pitangueira". Acessado por nós no dia 23/01/2015.]




Desde que a entrada da mulher no mercado de trabalho se consolidou, nos acostumamos a ouvir a expressão “jornada dupla”. Ela serve para explicar que a mulher trabalha fora de casa e quando volta ainda tem que realizar todas as tarefas de casa, diferentemente dos homens que, em geral, assumem bem menos atividades no lar. O que revela uma pesquisa inédita realizada pela Plan, organização internacional que atua na defesa de direitos da criança, é que essa jornada dupla feminina, no Brasil, começa já na infância.

Intitulado “Por ser menina no Brasil: crescendo entre direitos e violências”, o estudo ouviu 1.771 meninas de 6 a 14 anos nas cinco regiões do país e constatou uma desigualdade gritante na distribuição de tarefas domésticas entre meninas e meninos. Para se ter uma ideia do tamanho desse abismo, 81,4% das meninas relataram que arrumam a própria cama, tarefa que só é executada por 11,6% dos irmãos meninos. 76,8% das meninas lavam a louça e 65,6% limpam a casa, enquanto apenas 12,5% dos irmãos lavam a louça e 11,4% limpam a casa. E a lista de atividades realizadas pelas meninas não para por aí, como mostra a tabela abaixo.

Os pesquisadores entrevistaram meninas matriculadas em escolas públicas e particulares, situadas no campo e na cidade. Assim, foi possível detectar a interferência de diferentes contextos sociais no cenário mapeado. Como exemplo, a pesquisa constatou que o trabalho doméstico das meninas é mais presente na zona rural (74,3% das meninas nas escolas rurais declararam limpar a casa) que no meio urbano (o percentual desce para 67,6% nas escolas públicas urbanas e para 46,6% nas escolas particulares urbanas).

Texto completo: [Via http://lab.oficinadeimagens.org.br/?p=4033]
[Esta reportagem foi publicada na quarta edição de Rolimã (página 36)]
Texto: Eliziane Lara
Fotografias: Bruno Vilela
Imagem: Oficina de Imagens

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Homenagem aos participantes do 6º Encontro da Canção Infantil

Em 2003, aconteceu em Belo Horizonte (Minas Gerais Brasil) o 6º Encontro da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha, com a coordenação geral do Eugênio Tadeu (que hoje coordena o Serelepe) e da Jussara Fernandino. O evento é bienal e a cada ano é recebido em um país diferente. Desde a fundação do MOCILYC - Movimento da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha, em 1993, o encontro já passou por Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, México, Uruguai e Venezuela.

Em 2005, foi feito um pequeno vídeo em homenagem aos artistas presentes no encontro de 2003, que agora compartilhamos no youtube. Um registro modesto, mas feito com muito carinho!

Feliz ano novo a todos! Que em 2015 possamos, mais uma vez, nos encontrar por aí, em meio a canções e brincadeiras! Até a próxima!



Breve registro do 6º Encontro da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha

Realização: Pandalelê: Laboratório de Brincadeiras- CP-EBAP/UFMG, Escola de Música da UFMG e Duo Rodapião.

Coordenação geral: Eugênio Tadeu e Jussara Fernandino.

Direção do vídeo: Cris Lima e Eugênio Tadeu.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

No programa do Tutti Maravilha

Hoje participamos de uma rápida conversa no programa Bazar Maravilha, apresentado pelo Tutti Maravilha, da Rádio Inconfidência 100,9 FM. Falamos sobre a rádio, o grupo e sobre o nosso CD recém lançado, Locotoco.

Gabriel, Regis (o doidinho), Tutti, Cris e Tade [Foto: arquivo do grupo]

Selfie da gente no ar! [Foto: arquivo do grupo]